Os Mutantes e Cidade de Deus – identidades estilhaçadas em mundos estilhaçados

A.P. Esteves dos Santos Jordao

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contributionAcademicpeer-review

Abstract

Reflexão mais ou menos directa e mais ou menos ‘incómoda’ sobre a situação deplorável de marginalização dos meninos da rua, respectivamente em Portugal e no Brasil, os filmes Os Mutantes (Villaverde 1998) e Cidade de Deus (Meirelles e Lund 2002) podem ser considerados como um bom exemplo do papel que o cinema representa como “...o meio natural não só para constituir uma visibilidade moderna, mas também uma consciência dos tempos modernos.” (Flores 2007: 90). Para além dessa preocupação comum, a realizadora Portuguesa tem dado ainda nos seus filmes especial atenção à situação social das mulheres jovens (Ferreira 2007: 223) e, consequentemente, à situação do género na realidade Portuguesa dos nossos dias. [...] Neste trabalho é meu propósito ver até que ponto essa atenção é visível em Os Mutantes, um filme que, enquanto reflexão sobre momentos na vida de três adolescentes, parece dar particular relevo à personagem feminina Andreia, e compará-lo com Cidade de Deus, cujo foco de atenção parece incidir nas personagens masculinas. Tendo em conta a diferença de abordagem das personagens femininas e masculinas nos dois filmes, impõe-se colocar a seguinte questão: quais são então as implicações dessa abordagem para uma compreensão do género em Os Mutantes e Cidade de Deus?
Original languagePortuguese
Title of host publicationLatin American/Iberian Issue Part 2
EditorsImanol Galfarsoro , Roque Farrán
Pages1-12
Number of pages12
Publication statusPublished - 2011

Publication series

NameInternational Journal of Žižek Studies
Number1
Volume5
ISSN (Electronic)1751-8229

Cite this